mfn-opts foi ativado muito cedo. Isso geralmente é um indicador de que algum código no plugin ou tema está sendo executado muito cedo. As traduções devem ser carregadas na ação init ou mais tarde. Leia como Depurar o WordPress para mais informações. (Esta mensagem foi adicionada na versão 6.7.0.) in /home/dh_urdz7r/legado.sbfte.org.br/wp-includes/functions.php on line 6131Para o download do trabalho, clique aqui.
Para outras reportagens associadas ao tema, acesse: https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2020/04/08/coronavirus-tire-suas-duvidas-sobre-a-pesquisa-de-medicamentos-no-combate-a-covid-19.ghtml
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A Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) congratula a Sociedade Brasileira de Imunologia (SBI) pelo oportuno parecer sobre o uso da cloroquina/hidroxicloroquina na COVID-19 (parecer SBI). Além disso, a SBFTE se solidariza à SBI e lamenta a covarde tentativa de silenciar a Ciência através de ataques cibernéticos que tiraram temporariamente do ar a página SBI.org.br.
A SBFTE reforça sua posição manifestada em nota recente sobre a necessidade da aplicação rigorosa do método científico na busca de tratamentos farmacológicos da COVID-19, pois este é o único caminho que nos levará à adoção de terapêuticas seguras e eficazes. Esta nota pode ser encontrada na Homepage da SBFTE (https://www.sbfte.org.br/nota-sbfte-sobre-covid-19/), bem como publicações recentes de nossos sócios sobre a cloroquina/hidroxicloroquina, o acesso ao material de webconference (https://www.sbfte.org.br/wp-content/uploads/2020/03/SIG_Farmaco_FarmacoXCovid19.pdf) e outras manifestações da SBFTE e links de interesse.
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Diretoria André Sampaio Pupo (Presidente) |
Conselho Deliberativo Emiliano Barreto |
Em razão da emissão de novas orientações do Ministério da Saúde (MS) para “Manuseio medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da COVID-19” (NOTA INFORMATIVA Nº 9/2020-SE/GAB/SE/MS), a Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) se sente na obrigação de reiterar a necessidade da aplicação rigorosa do método científico, já manifestada anteriormente (ver: www.nota-sbfte-sobre-covid-19).
O uso de medicamentos seja para o alívio de sintomas ou para a cura de doenças tem como pilares de sustentação a EFICÁCIA e a SEGURANÇA. Tanto a eficácia quanto a segurança dependem do fármaco e de sua posologia.
No que diz respeito à EFICÁCIA, o MS reconhece explicitamente em seu Termo de Ciência e Consentimento que ”… não há, até o momento, estudos suficientes para garantir certeza de melhora clínica dos pacientes com COVID-19 quando tratados com cloroquina ou hidroxicloroquina …”. Porém, mesmo com estas informações, o MS propõe o tratamento medicamentoso precoce de pacientes com diagnóstico da COVID-19. Assim, a SBFTE receia que as novas orientações do MS sejam interpretadas pelos médicos e pacientes como uma orientação a ser seguida.
As publicações recentes apontam a ausência de eficácia no uso tardio e/ou em pacientes que já apresentam sintomas graves da doença, razão pela qual a SBFTE recomenda que o MS retire a Nota Informativa Nº 9/2020-SE/GAB/SE/MS que sugere o tratamento com cloroquina ou hidroxicloroquina nestes casos. Em rigor, estas novas orientações não devem ser consideradas um “protocolo”, já que determinam que “fica a critério do médico a prescrição, sendo necessária também a vontade declarada do paciente”. Na verdade, esta possibilidade já existia anteriormente através do USO COMPASSIVO, quando após comum acordo, o médico e o paciente decidem de forma documentada empregar um medicamento na condição off label (uso numa doença que não consta na bula do medicamento). No caso do uso off label, o médico pode entender que o emprego precoce da hidroxicloroquina ou cloroquina é uma opção terapêutica nesta fase da doença, apesar de fundamentado apenas em estudos in vitro e em alguns estudos clínicos (mesmo que contraditórios).
No que diz respeito à SEGURANÇA, as novas orientações do MS condicionam o uso da cloroquina/hidroxicloroquina à realização de anamnese, exame físico e exames complementares, e estabelece que o paciente deve ser informado dos riscos destas duas substâncias. De fato, o uso de qualquer medicamento só é aceitável após devida avaliação dos riscos aos quais o paciente será exposto, tais como o risco de arritmia cardíaca e de interações medicamentosas, sobretudo se houver associação com azitromicina ou qualquer outro fármaco que pode aumentar o intervalo QT ou interferir na metabolização da cloroquina/hidroxicloroquina.
Além disso, chama a atenção na nova Nota Informativa Nº 9/2020-SE/GAB/SE/MS a mudança quanto à recomendação da dose de cloroquina em relação à Nota Informativa Nº 5/2020-DAF/SCTIE/MS, a qual mencionava 450 mg de difosfato de cloroquina (de 12/12h no primeiro dia e depois a cada 24h). Já a nova Nota Informativa Nº 9/2020-SE/GAB/SE/MS recomenda 500 mg de difosfato de cloroquina (12/12h no primeiro dia e depois a cada 24h). É importante que o MS esclareça as razões que levaram ao ajuste de doses e indique o estudo no qual se baseou para esta posologia.
É incompreensível que o MS recomende o uso de cloroquina/hidroxicloroquina em qualquer estágio da COVID-19, mesmo reconhecendo a ausência de eficácia e a existência de riscos ao paciente. Na busca de benefícios ainda duvidosos, o MS admite a certeza do risco, o que contraria os fundamentos do racional terapêutico farmacológico.
A SBFTE insiste que o método científico seja rigorosamente aplicado na busca da superação dos duros momentos atuais e roga que vieses na avaliação dos dados científicos sejam evitados.
André S. Pupo Emiliano Barreto
Presidente Conselho Deliberativo
Para download da nota em formato PDF, clique aqui.
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A respeito de um assunto que lhe é de domínio, a Sociedade Brasileira de Farmacologia e Terapêutica Experimental (SBFTE) enfatizou a necessidade da aplicação rigorosa do método científico em duas Notas recentes. Uma dessas notas apontou os prejuízos que são trazidos por divulgações precipitadas de terapêuticas farmacológicas ainda sem fundamentação científica (https://www.sbfte.org.br/nota-sbfte-sobre-covid-19/). A outra Nota SBFTE recomendou ao Ministério da Saúde a retirada da Nota Informativa Nº 9/2020-SE/GAB/SE/MS em razão da ausência de demonstração de eficácia da cloroquina/hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19 (https://www.sbfte.org.br/nota3-sbfte/).
Durante a redação destas Notas, ficou evidente em vários protocolos de estudos clínicos e Notas Técnicas a falta de clareza na descrição de aspectos básicos da posologia que são determinantes para o efeito do medicamento. Em razão desta observação, a SBFTE recomenda a leitura da carta enviada por nosso colega professor François Noël (UFRJ) contendo seus comentários sobre essas descrições imprecisas, suas repercussões e recomendações sobre como devemos descrever os tratamentos, inclusive em nossos artigos, dissertações e teses (para acesso a carta, clique aqui).
André S. Pupo Emiliano Barreto
Presidente Conselho Deliberativo
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